
O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) sugeriu uma operação policial para investigar R$ 29 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de Jangada (a 75 km de Cuiabá) pelo senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD).
Sem citar o nome do parlamentar e adversário nas eleições deste ano, Mendes questionou a aplicação do recurso para patrolar estradas vicinais, em vez de aplicar o dinheiro em um grande projeto capaz de produzir um impacto estrutural significativo em Mato GrossoA declaração foi dada em entrevista ao PodOlhar, do site Olhar Direto
“Tem uma investigação aqui em Jangada, vamos falar sobre isso, de R$ 29 milhões, está lá no Supremo. Podia fazer até uma operação também sobre isso. R$ 29 milhões aqui na cidade de Jangada para patrolar, passar patrol em estrada vicinal”, disse.
“Vai lá passar patrol, patrol para lá, patrol para cá, vem a primeira chuva, ninguém vê, não tem como fiscalizar, gasta R$ 29 milhões, não fica nada. No outro ano tem que patrolar de novo, mais não sei quantos milhões”, completou
Para Mauro Mendes, o gasto não passa de intervenção sem eficiência.
Ainda na entrevista, o candidato criticou parlamentares que passam grande parte do mandato disputando a liberação de recursos.
“Lá em Brasília, eu falei isso muitas vezes, o cara passa o ano inteiro brigando por esse negócio de emenda e não cumpre o seu papel, que é legislar e fiscalizar”, criticou.
Apesar da posição contrária ao aumento da participação do Congresso na execução do Orçamento, o candidato afirmou que não pretende abrir mão das emendas às quais tiver direito se chegar ao Senado, mas sim lutar pelo uso correto dos recursos.
“Óbvio, eu não vou abrir mão do que tem lá, mas jamais você vai ver Mauro Mendes lá brigando para aumentar. Eu vou brigar para aplicar corretamente”, declarou.
A emenda de R$29 milhões foi destinada por Fávaro a Jangada em 2023. O prefeito do município, Rogério Meira (PSD), é um dos aliados do senador.
O repasse entrou na mira da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar falhas de planejamento e a execução dos recursos.


