
As cotações do feijão carioca registraram alta nos últimos dias, mesmo com o avanço da colheita da terceira safra no país. Segundo o Cepea, a valorização está relacionada principalmente à postura mais firme dos produtores e à oferta limitada dos lotes mais procurados.
Após comercializarem os volumes necessários para fazer caixa, produtores passaram a armazenar parte da produção, reduzindo a disponibilidade imediata e fortalecendo sua posição nas negociações.
Do lado da demanda, compradores seguem ativos e acompanham de perto as lavouras em campo, avaliando tanto a qualidade dos grãos quanto o volume que ainda deve chegar ao mercado nas próximas semanas.
Embora a terceira safra tenha perspectiva de produção superior à registrada na temporada anterior, os pesquisadores do Cepea apontam que a oferta disponível não tem sido suficiente para frear a valorização dos lotes de melhor qualidade.
Nesse cenário, fatores como a qualidade dos grãos, o ritmo de comercialização e a decisão dos produtores de armazenar parte da produção têm ganhado peso na formação das cotações.
A tendência indica um mercado mais seletivo, no qual a disponibilidade efetiva — e não apenas a expectativa de uma safra maior — continua sendo determinante para os preços do feijão carioca.


