
O senador Jayme Campos (União) disse crer que ainda serão realizadas pelo menos mais três operações contra o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (União), classificada por ele como “organização criminosa”. Na fala, o parlamentar defendeu que os envolvidos sejam presos e sugeriu a compra de containers para abrigar os novos detentos devido à quantidade de pessoas no caso. “Eu vejo boatos correndo na praça. E não é uma não, amigo. Me parece que vêm duas ou três aí, porque o trem é mais feio do que vocês pensam”, afirmou nesta quarta-feira (19).“Se eu for falar tudo o que eu sei, acabou Mato Grosso. Não sobra cadeia para pôr gente; vai ter que buscar novos presídios de lata lá no Espírito Santo, um container para prender gente. É o que vai acontecer aqui em Mato Grosso”, acrescentou o parlamentar.O senador defendeu a prisão dos envolvidos, dizendo que ricos, quando cometem crimes, devem ser punidos e não apenas os pobres ou um “ladrão de galinha”. Cobrou, ainda, ação dos órgãos de controle, como o Ministério Público de Mato Grosso e os Tribunais de Contas do Estado e da União.“Tem que ir preso. Tem que devolver o dinheiro do estado de Mato Grosso para o povo mato-grossense. É um problema de Justiça, dos órgãos de controle”, disse.A declaração diz respeito à Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal no início do mês, tendo como alvos Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia, além dos familiares e aliados políticos de ambos.
Eles são investigados por supostas irregularidades no pagamento de um acordo com a empresa de telefonia Oi no valor de R$ 308 milhões. O dinheiro, conforme a Polícia Federal, foi parar em fundos de investimentos ligados à Mendes e Garcia.“Para mim, [é coisa] de organização criminosa. PCC, Comando Vermelho e os Irmãos do Norte são fichinha para o que está acontecendo aqui. No Código Penal Brasileiro está lá formação de quadrilha. Entretanto, na minha visão, chama-se organização criminosa o que estão fazendo aqui em Mato Grosso”, disse Jayme.
O senador ainda citou o escândalo dos consignados, em que servidores foram vítimas de financeiras que ofereciam contratos abusivos. Além disso, classificou como uma “lambança” a privatização das rodovias estaduais.

