
Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, foi morta com um tiro na nuca após manter um relacionamento de apenas duas semanas com o principal suspeito do crime. A jovem foi encontrada ferida na manhã de sábado (15), no bairro Alvorada, em Cuiabá.
Segundo o delegado Bruno Abreu, Ana Cristina estava separada do marido e trabalhava com o homem apontado como suspeito, identificado como Fabiano Oliveira Borges, de 43 anos, conhecido como “Pepi”. Ele é proprietário de uma loja de conserto de celulares.
Conforme a investigação, os dois começaram um relacionamento recentemente. Ao mesmo tempo, a vítima estaria tentando reatar o casamento com o ex-marido, pai de um dos filhos dela.
A Polícia Civil apura a possibilidade de que o suspeito tenha descoberto alguma conversa relacionada à tentativa de reconciliação e cometido o crime após uma discussão.
“Há duas semanas eles começaram esse envolvimento. Pelo que entendi, ela estava tentando reatar o casamento. A gente acredita, até pelo que os vizinhos falam, que ele pegou alguma conversa, alguma coisa, e fez essa ameaça”, explicou o delegado.
Testemunhas relataram à Polícia Militar que ouviram o casal discutindo durante a noite anterior ao crime. Na manhã seguinte, moradores escutaram um barulho semelhante a um disparo. Logo depois, o suspeito teria deixado a residência em uma motocicleta.
Ainda conforme as investigações, há indícios de que o crime teria sido premeditado. O suspeito teria deixado uma mala com roupas pronta e posicionado a motocicleta em um ponto estratégico para facilitar a fuga.
Ana Cristina foi encontrada caída no imóvel, com ferimentos na cabeça e no rosto. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu.
A jovem era mãe de dois filhos. Uma das crianças, de apenas três anos, foi encontrada sozinha nas proximidades da mãe no local do crime.
Segundo o delegado, a munição ficou alojada na região da nuca da vítima. O suspeito costumava andar armado e teria pelo menos dez passagens criminais.
Durante a perícia, os investigadores encontraram no computador do suspeito um aplicativo de mensagens aberto. A apuração identificou que ele teria conversado durante aproximadamente oito minutos com um subtenente da Polícia Militar.
O militar declarou que entrou em contato com o suspeito para tentar convencê-lo a se entregar. Ele prestou depoimento na delegacia nesta segunda-feira (17), e as circunstâncias dessa comunicação também serão apuradas.
“Quando nós entramos no local, o computador do suspeito estava aberto em uma conversa com um policial militar. Ele teve ciência às 10h40, fez uma ligação para o suspeito e ficou oito minutos conversando com ele”, afirmou Bruno Abreu.
O suspeito continuava sendo procurado pelas autoridades. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.


