Suíno vivo tem quarta queda consecutiva em julho e atinge um dos menores preços da série histórica

O mercado de suínos encerrou julho com um cenário de maior pressão sobre os produtores. A média de preços do suíno vivo recuou pelo quarto mês consecutivo, alcançando o terceiro menor patamar da série histórica para a região de SP-5, que reúne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba.Segundo o levantamento, a redução foi acentuada principalmente na segunda metade do mês, diante da menor demanda tanto pelo animal vivo quanto pela carne suína. O movimento mantém o setor em alerta, especialmente porque ocorre em um momento de perda do poder de compra do produtor frente aos principais

insumos

da atividade.

Exportações também recuam

O mercado externo contribuiu para a pressão sobre os preços. Os embarques brasileiros de carne suína diminuíram entre junho e julho, influenciados principalmente pela redução das compras de países asiáticos.

As Filipinas, principal destino da carne suína brasileira no mercado internacional, tiveram papel importante nesse movimento, com menor volume adquirido no período.

A retração das exportações reduz a capacidade de absorção da produção brasileira pelo mercado externo e pode aumentar a disponibilidade da proteína no mercado doméstico, contribuindo para pressionar as cotações.

Produtor perde poder de compra

Além da queda nas receitas, o suinocultor paulista enfrentou piora na relação de troca com os principais insumos utilizados na produção,

PREÇO DO SUÍNO VIVO
Centro-Sul
5,12
-4,30
Mato Grosso
5,00
-4,52
Médio-Norte
4,98
-4,69
Sudeste
5,09
-3,60
PREÇO DA CARCAÇA COMUM
Centro-Sul
8,00
-3,50
Mato Grosso
8,29
-1,31
Médio-Norte
8,57
-0,35
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