Filho esconde corpo da mãe em freezer por quase três anos para receber benefícios

Um homem de 60 anos foi condenado no País de Gales após manter o corpo da própria mãe escondido dentro de um freezer por quase três anos e continuar recebendo benefícios sociais pagos em nome dela. O caso chocou autoridades britânicas pela frieza da ação e pelo longo período em que a fraude permaneceu sem ser descoberta.

Christopher Phillips foi sentenciado a dois anos e quatro meses de prisão pelo Tribunal de Cardiff nesta segunda-feira (4). Além de impedir o sepultamento da mãe, ele também foi condenado por duas acusações de fraude, após sacar mais de £ 78 mil — cerca de R$ 534 mil — em benefícios sociais destinados à idosa.

De acordo com as investigações, Sylvia Phillips morreu em 8 de março de 2023, aos 89 anos. Em vez de comunicar o falecimento às autoridades, o filho comprou um freezer horizontal e colocou o corpo da mãe no equipamento, instalado na sala da residência onde ambos moravam, em Porthcawl, no sul do País de Gales.

O corpo permaneceu oculto até fevereiro deste ano, quando foi encontrado durante as investigações. Conforme a imprensa britânica, o freezer estava coberto por uma manta com estampa de onça, cercado por flores e um cartão de aniversário com a mensagem: “Para mamãe, de Christopher e Tina”, nome do cachorro da família.

Quando começou a ser investigado, Christopher afirmou inicialmente que a mãe estaria hospedada com parentes em Londres. No entanto, não conseguiu informar quem seriam esses familiares nem onde moravam. Diante das contradições, os investigadores aprofundaram as apurações. Durante o interrogatório, ele preferiu permanecer em silêncio e respondeu apenas “sem comentários” às perguntas da polícia.

As autoridades também constataram que o acusado nunca comunicou a morte da mãe ao Departamento de Trabalho e Pensões (DWP) nem ao Conselho do Condado de Bridgend. Com isso, os pagamentos dos benefícios sociais continuaram sendo depositados normalmente, permitindo que ele utilizasse o dinheiro para seu próprio sustento.

Durante o processo, a defesa reconheceu que Christopher viveu dos recursos recebidos em nome da mãe. A acusação sustentou que ele agiu deliberadamente para obter vantagem financeira, tese confirmada pela análise das movimentações bancárias.

Christopher Phillips confessou os crimes em abril, declarando-se culpado por impedir o sepultamento legal do corpo e por duas fraudes relacionadas ao recebimento dos benefícios sociais.

A causa da morte de Sylvia Phillips não foi divulgada pelas autoridades. O caso passou a ser tratado como um dos episódios mais incomuns julgados recentemente pela Justiça britânica, tanto pela ocultação do corpo quanto pelo período em que a fraude permaneceu sem ser descoberta.

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