Costureira marca último jantar com o filho, mas é encontrada morta amarrada dentro de casa

A costureira Maria do Socorro Pereira do Nascimento, de 58 anos, havia combinado um jantar com um dos filhos na sexta-feira (24), antes de ele deixar o Acre. O encontro, porém, nunca aconteceu. Horas depois, ela foi encontrada morta dentro de casa, com as mãos e os pés amarrados, na zona rural de Bujari.

Maria do Socorro estava em uma residência localizada no km 33 da BR-364. O corpo apresentava um profundo ferimento provocado por faca na região esquerda do pescoço. Quando o Samu chegou, a vítima já apresentava rigidez cadavérica, indicando que a morte havia ocorrido horas antes. 

Segundo relato do filho divulgado pelo g1 Acre, ele estava no estado visitando familiares e havia combinado de jantar com a mãe antes de retornar para a cidade onde mora.

“Na sexta-feira, a gente tinha combinado um jantar porque eu ia embora.”

O encontro acabou interrompido pela notícia do assassinato.

Natural de Xapuri, Maria do Socorro trabalhou na agricultura durante a juventude e, em 1993, mudou-se para Rio Branco. Na capital, passou a trabalhar como costureira no bairro Manoel Julião, atividade que exerceu por mais de duas décadas.

Familiares a descrevem como uma mulher trabalhadora, acolhedora e muito ligada à família. Além da costura, ela mantinha propriedades rurais e trabalhava com pecuária e cultivo.

Disputa por terras é investigada

A Polícia Civil apura a possibilidade de o assassinato estar relacionado a uma disputa judicial por terras envolvendo familiares. Reportagens sobre o caso apontam que Maria do Socorro havia obtido uma decisão favorável em um conflito envolvendo uma propriedade. 

Conforme as informações repassadas, um irmão da vítima, também de 58 anos, foi preso na segunda-feira (27), suspeito de envolvimento no crime. Essa informação consta na apuração citada pelo usuário, mas não encontrei, até agora, uma confirmação pública independente com detalhes sobre a prisão.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a ausência de sinais de arrombamento na residência. Os cães da propriedade também estavam presos, circunstância que levantou a hipótese de que Maria do Socorro pudesse conhecer quem entrou no local. Segundo reportagem local, apenas uma carabina de pressão teria desaparecido da casa, o que também passou a ser analisado na investigação. 

A Polícia Civil continua trabalhando para esclarecer a autoria, a motivação e a dinâmica completa do homicídio.

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