O prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic (PL), e o coordenador de Transporte Escolar da Secretaria Municipal de Educação estariam coagindo servidores a participarem de atos políticos realizados no último fim de semana. E teve acesso a prints de conversas que mostram um servidor identificado como Cezar convocando todos os comissionados para o ato de lançamento das pré-candidaturas da vereadora Gislaine Yamashita à Câmara Federal e do empresário Bira da Econômica à Assembleia Legislativa, ambos pelo PL.
“A presença de todos é INDISPENSÁVEL. Quem não puder comparecer deverá apresentar justificativa formal da ausência, que será apresentada ao prefeito. Contamos com o comprometimento e a responsabilidade de cada um”, diz trecho da mensagem enviada por aplicativo.
Gislaine Yamashita é presidente do PL Mulher em Mato Grosso. Já Bira da Econômica presidiu a Associação Comercial e Empresarial de Primavera do Leste. Ambos têm apoio declarado do prefeito Sérgio Machnic.
Além do prefeito, diversas lideranças do PL participaram do evento, entre elas o senador Wellington Fagundes e o deputado federal José Medeiros, pré-candidatos, respectivamente, ao Governo de Mato Grosso e ao Senado pela legenda.
Segundo entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a convocação de servidores comissionados para participação em atos políticos é vedada quando ocorre durante o horário de expediente ou envolve coação e abuso de poder político. Embora agentes públicos possam participar de atividades partidárias fora da jornada de trabalho, a obrigatoriedade de comparecimento pode caracterizar conduta ilícita e, conforme as circunstâncias, configurar abuso de poder ou improbidade administrativa.
Procurado pelo Sérgio Machnic negou ter coagido servidores comissionados a comparecer ao lançamento das pré-candidaturas. Segundo o prefeito, seu nome foi utilizado indevidamente e a denúncia seria fruto de uma ação da oposição.
“Isso é intriga da oposição, fizeram sacanagem comigo. Não faz parte da minha conduta. Usaram meu nome indevidamente. Já passei o caso para o advogado tomar as providências cabíveis”, afirmou.
Já Gislaine Yamashita afirmou que a convocação dos comissionados não existiu e classificou a situação como “armação”. “O que posso dizer que eu não tenho nada a ver com isso, que não houve convocação nem da minha parte e nem da gestão”, garantiu a pré-candidata.
Bira da Econômica não foi localizado. O espaço segue aberto para manifestação.


