Outro nome de peso que deixou a Copa sem permanecer no cargo foi Marcelo Bielsa. O treinador argentino optou por deixar a seleção uruguaia após uma campanha abaixo das expectativas, marcada por dois empates e eliminação precoce.

Mata-mata também aumentou a pressão

Nem mesmo as seleções que avançaram à fase eliminatória escaparam da pressão.

Ronald Koeman deixou o comando da Holanda depois da eliminação diante do Marrocos nas cobranças de pênaltis.

No Equador, Sebastián Beccacece encerrou sua passagem pela seleção após o término do contrato, logo depois da derrota para o México.

A Alemanha completou a lista mais recente com a saída de Julian Nagelsmann após a eliminação diante do Paraguai.

Treinadores vivem pressão cada vez maior no futebol mundial

As mudanças refletem uma tendência observada nas principais competições internacionais. Com investimentos elevados, grande exposição nas redes sociais e expectativa crescente por resultados imediatos, o tempo para recuperação durante grandes torneios tornou-se praticamente inexistente

Em muitos casos, eliminações precoces acabam encerrando ciclos iniciados anos antes da Copa do Mundo, independentemente do

trabalho

desenvolvido durante o período de preparação.

Para diversas federações, a troca de comando representa o primeiro passo na reformulação visando o próximo ciclo mundial e as competições continentais.

Veja os técnicos que deixaram suas seleções durante a Copa

  • Sabri Lamouchi (Tunísia) – demitido após a estreia.
  • Hervé Renard (Tunísia) – deixou o cargo após a eliminação.
  • Hong Myung-bo (Coreia do Sul) – pediu demissão.
  • Miroslav Koubek (República Tcheca) – deixou o comando após a fase de grupos.
  • Steve Clarke (Escócia) – pediu demissão.
  • Marcelo Bielsa (Uruguai) – encerrou seu ciclo após a eliminação.
  • Ronald Koeman (Holanda) – deixou a seleção após o mata-mata.
  • Sebastián Beccacece (Equador) – saiu após o encerramento do contrato.
  • Julian Nagelsmann (Alemanha) – deixou o comando após a eliminação.

Com as quartas de final e as fases decisivas ainda pela frente, a expectativa é de que novas mudanças possam ocorrer nas próximas semanas, especialmente entre seleções que chegaram ao Mundial como favoritas e não corresponderam às expectativas. A Copa de 2026 já entra para a história não apenas pelos resultados dentro de campo, mas também pelo número incomum de treinadores que perderam seus cargos durante a competição.