Preço do leite sobe pelo terceiro mês seguido em 2026, aponta Cepea

O preço do leite pago ao produtor voltou a subir em março de 2026 e registrou o terceiro avanço consecutivo no ano. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro, alta de 10,5% em relação a fevereiro.

O movimento confirma a expectativa do

mercado

de redução na oferta de leite no campo, cenário que vem sustentando reajustes mais intensos nos preços pagos ao produtor.

Apesar da recuperação recente, o valor ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Em termos reais, considerando a inflação medida pelo IPCA de março de 2026, o preço atual está 18,7% inferior ao observado em março de 2025.

No acumulado do primeiro trimestre deste ano, a valorização chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038 por litro. Ainda assim, o patamar segue 23,6% abaixo do verificado no mesmo intervalo do ano anterior.

Os derivados lácteos também apresentaram alta em abril. Pesquisa do Cepea, realizada com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras, aponta que os preços no atacado paulista continuaram avançando acompanhando o aumento da matéria-prima.

Segundo os pesquisadores, a redução gradual da produção no campo desde o início do ano diminuiu a oferta de leite para processamento industrial, contribuindo para estoques mais ajustados e maior aquecimento nas negociações entre indústrias e canais de distribuição.

Mesmo com a valorização dos derivados, o mercado já começa a dar sinais de acomodação, indicando possível desaceleração no ritmo das altas.

No comércio exterior, o Brasil registrou queda tanto nas importações quanto nas exportações de lácteos em abril. Dados da Secretaria de Comércio Exterior analisados pelo Cepea mostram que as importações recuaram 10% frente a março, totalizando 218,38 milhões de litros equivalentes de leite.

As exportações tiveram retração ainda mais intensa, com queda de 28,67%, somando 3,99 milhões de litros equivalentes.

Enquanto isso, os custos de produção seguem pressionando os produtores rurais. O Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade leiteira avançou 1,10% em abril na média nacional, acumulando quatro meses consecutivos de alta.

No acumulado de 2026, os custos já subiram 3,24%, impulsionados principalmente pelas despesas com ração, suplementos minerais, diesel, nutrição animal, sanidade e operações mecanizadas.

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