
O Mixto Esporte Clube identificou o torcedor responsável por proferir ofensas racistas e homofóbias contra a jogadora do Fluminense, Kathleen Luane, a Keké, durante a partida entre o tricolor o time do Mixto feminino, pelo Brasileira A1, na tarde de domingo (26), o Dutrinha, em Cuiabá. Em nota, a direção do Mixto reforçou “o compromisso de combater qualquer forma de discriminação e preconceito”.
O clube informou que, por volta dos 22 minutos do primeiro tempo, a árbitra Adriana Costa Farias acionou o protocolo antirracismo após a identificação das ofensas direcionadas às atletas do Fluminense.
Ainda segundo o clube, o torcedor responsável foi identificado pelas forças de segurança presentes no estádio e retirado do local. O Mixto reforçou seu compromisso no combate a qualquer forma de discriminação e destacou que seguirá colaborando com as autoridades para a apuração dos fatos.
Nas redes sociais, a jogadora expôs o caso, explicando que um torcedor se dirigiu a ela com a frase: “pega essa crioula”. Para ela, a situação é dolorida e revoltante. “Quem já passou por isso sabe o quanto dói. É uma violência que marca revolta, mas também fortalece a minha luta. Sigo firme, de cabeça erguida, lutando não só por mim, mas por todos que enfrentam o racismo diariamente”, afirmou.
A torcida organizada Pavilhão Alvinegro também se manifestou publicamente, repudiando o ocorrido e cobrando punição rigorosa. Em nota, classificou o racismo como crime e destacou que esse tipo de atitude não pode ser tratado como provocação de torcida, mas sim como uma violência que fere a dignidade de pessoas diariamente.
O Fluminense, por sua vez, também se posicionou oficialmente sobre o caso. O clube classificou o episódio como lamentável e informou que o protocolo antirracista foi acionado após reclamações das jogadoras ainda no primeiro tempo da partida.
De acordo com a nota, o torcedor foi identificado pela polícia e encaminhado à delegacia. O Fluminense prestou solidariedade à atleta Keké e reafirmou seu compromisso com o combate a qualquer forma de preconceito.
“O clube seguirá atento aos desdobramentos do caso e espera que o responsável pelas ofensas seja devidamente punido, nos termos da lei. Atitudes como essa são inaceitáveis no futebol e na sociedade”, destacou.
O caso segue sob investigação. Veja abaixo a nota do Mixto:

