Escola indígena é inaugurada na Terra Wawi em Querência

O Governo de Mato Grosso inaugura nesta segunda-feira (30) uma escola indígena na Terra Indígena Wawi, em Querência, conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). A unidade, chamada Escola Estadual Indígena Kisedje, foi construída na Aldeia Khikatxi com investimento de R$ 2,5 milhões e tem capacidade para atender até 200 alunos por turno.

Conforme apurado, a nova escola indígena conta com oito salas de aula, refeitório e estrutura administrativa, ampliando as condições de ensino para a comunidade local. Atualmente, 174 estudantes já estão matriculados, distribuídos em 14 turmas, o que indica demanda consolidada por educação formal na região.

Educação indígena no Xingu

A Aldeia Khikatxi é habitada pelo povo Kisêdjê, integrante do Parque Indígena do Xingu — uma das principais áreas de preservação socioambiental do país. A região é reconhecida por práticas tradicionais sustentáveis, como o manejo da floresta e a colheita de alimentos nativos, que fazem parte da identidade cultural da comunidade.

Segundo diretrizes do Ministério da Educação (MEC), a educação escolar indígena deve respeitar as especificidades culturais, linguísticas e sociais de cada povo. Nesse contexto, a implantação de uma escola indígena estruturada representa um avanço no acesso à educação diferenciada, prevista na Constituição Federal de 1988.

Estrutura e impacto local

  • Investimento total: R$ 2,5 milhões
  • Capacidade: até 200 alunos por turno
  • Alunos atendidos atualmente: 174
  • Número de turmas: 14

A reportagem confirmou que a unidade foi projetada para atender às necessidades da comunidade, incluindo espaços adequados para alimentação e gestão escolar. A expectativa é que a nova estrutura contribua para reduzir a evasão escolar e fortalecer a permanência dos estudantes indígenas no sistema educacional.

Especialistas em políticas públicas apontam que investimentos em educação indígena são estratégicos para garantir direitos constitucionais e preservar saberes tradicionais. Além disso, a presença de uma escola indígena na própria aldeia evita deslocamentos longos e promove maior integração entre ensino formal e cultura local.

 

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