CASAL ESTAVA EMBRIAGADO HÁ DOIS DIAS ANTES DA MORTE DE BEBÊ, DIZ POLÍCIA

O Tribunal do Júri de Barra do Bugres ouviu, nesta terça-feira (24), o depoimento de um policial civil que trouxe novos detalhes sobre o caso da morte de um bebê de apenas um ano e nove dias. Segundo o agente, os responsáveis pela criança teriam passado dois dias consumindo bebida alcoólica antes do ocorrido.

De acordo com o policial Anderson Antônio da Silva, que atendeu a ocorrência na época, Talita Canavarros Soares e Francinaldo José de Araújo Silva apresentavam sinais claros de embriaguez no momento em que a equipe chegou ao local. Ele relatou ainda que o consumo de álcool teria ocorrido de forma contínua nos dias que antecederam a morte da criança.

Durante o atendimento, também foram encontrados indícios de uso de entorpecentes na residência. O material foi recolhido e posteriormente confirmado como droga ilícita após análise pericial.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento dos pais diante da situação. Conforme o depoimento, ambos demonstravam frieza, com expressões distantes, e o homem evitava contato visual com os policiais.

Ao ser questionado pela defesa sobre a existência de um comportamento “esperado” em situações como essa, o policial afirmou que não há um padrão, mas destacou que, com base em sua experiência, a reação dos dois foi considerada incomum.

O caso

O casal foi preso em flagrante no dia 2 de fevereiro de 2021. Inicialmente, a suspeita era de morte acidental por asfixia, após a hipótese de que os pais teriam dormido sobre a criança.

No entanto, com o avanço das investigações, foram encontrados vestígios de sangue na residência, o que levantou novas suspeitas. Exames realizados pela Perícia Oficial confirmaram a presença de sangue humano no local.

O laudo do Instituto Médico Legal apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico, possivelmente provocado por objeto contundente, além de indícios de convulsão.

Durante os interrogatórios, os investigados apresentaram versões divergentes sobre o ocorrido, o que, segundo a polícia, indicava tentativa de omitir informações.

As investigações seguem sendo analisadas pela Justiça, que deve decidir sobre a responsabilidade dos envolvidos no caso.

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