A oferta ainda restrita de mandioca, combinada à demanda aquecida da indústria, segue sustentando a alta dos preços da raiz no mercado brasileiro. Na última semana, as cotações avançaram pelo sétimo período consecutivo, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
Segundo o Centro de Pesquisas, a retomada da comercialização de derivados e a necessidade de recomposição dos estoques de fécula têm levado fecularias e farinheiras a intensificar o ritmo de moagem. No entanto, fatores como condições climáticas adversas e a menor oferta de raiz por parte dos produtores continuam limitando a disponibilidade da matéria-prima.
No processamento, a maior parte das indústrias enfrenta dificuldades para manter ou ampliar o volume de moagem, justamente em função da escassez de mandioca. Esse cenário impacta diretamente o mercado de derivados.
No segmento de fécula, a produção segue abaixo da demanda, o que mantém os preços em alta e dificulta a recomposição dos estoques. Já no mercado de farinha, embora a procura permaneça aquecida, a menor disponibilidade de fretes tem limitado o ritmo das negociações, especialmente nas operações interestaduais.
O cenário atual evidencia um mercado pressionado pela combinação de oferta enxuta e demanda consistente, mantendo a tendência de valorização tanto para a raiz quanto para seus derivados.


