A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos tem se ampliado ao longo de março nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na parcial do mês, até o dia 18, o diferencial já supera 40%, refletindo um cenário de mercado mais ajustado, principalmente para os ovos vermelhos.
Na região de Santa Maria de Jetibá, considerada a principal produtora de ovos do país, os dados mostram que a valorização mais intensa dos ovos vermelhos está diretamente ligada à menor oferta interna dessa categoria. A produção mais limitada tem reduzido a disponibilidade no mercado, pressionando os preços para cima.
Além da oferta restrita, a demanda aquecida durante a Quaresma também contribui para esse movimento. Tradicionalmente, o consumo de ovos aumenta neste período, em substituição a outras proteínas, o que favorece ainda mais a elevação dos preços — especialmente dos vermelhos, que já partem de uma base de oferta menor.
Segundo pesquisadores do Cepea, o cenário tem levado a aumentos recentes nos valores médios dos ovos, com destaque para a categoria vermelha. Em algumas regiões, a produção mais enxuta tem feito com que granjas atendam apenas pedidos previamente programados, limitando negociações no mercado spot.
A expectativa é de que, enquanto persistirem as condições de oferta restrita e demanda firme, os preços sigam sustentados, mantendo a diferença elevada entre as duas variedades no curto prazo.


