CRISE GOVERNISTA Botelho sai da base de Mauro e acusa líder de ser covarde e sorrateiro

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) anunciou sua saída do bloco governista e acusou o líder do governo Mauro Mendes (União), Dilmar Dal Bosco (União), de ser ‘sorrateiro’ e ‘covarde’ por não cumprir o acordo de indicá-lo para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Com a decisão, Botelho solicitou a entrada no bloco ‘Movimento Democrático Brasileiro’ com os deputados emedebistas que têm como líder a deputada Janaina Riva, e os deputados Dr. Joao, Juca do Guaraná e Thiago Silva. “O deputado Dilmar Dal Bosco agiu comigo de forma covarde e sorrateira. Nós tínhamos conversado um dia antes e acerto a minha indicação. Depois, ele sozinho decidiu mudar sem me comunicar”, disse Botelho .

O parlamentar afirmou que não tem mais condições de ser liderado por Dal Bosco por conta da quebra de confiança e palavra. “Eu não vou ser liderado por um político sem palavra, covarde e que acha que pode decidir tudo sozinho”, completou.

A CCJ é considerada a principal comissão do parlamento estadual. Botelho deixou a presidência do parlamento e foi unanimemente escolhido como presidente da Comissão. Agora, Botelho conseguiu permanecer no Bloco após o MDB alterar a indicação, colocando Thiago Silva como suplente, e Botelho como titular. Já Janaina Riva sai da Comissão.

Nos bastidores, a informação é de que a base do governo tem se incomodado com a postura de certa independência de Botelho em vários assuntos. Desde que comandava o parlamento, Botelho sempre permitiu espaço para a oposição, o que muitas vezes incomodou o Palácio Alencastro.

Outro ponto é a mágoa pessoal que Dilmar Dal Bosco tem com Botelho. Isso porque foi em sua presidência que se mudou o regimento interno que impede o líder do governo de presidir Comissões Permanentes.

Além das arestas internas, outro fator que tem colocado Eduardo Botelho como ‘suspeito’ pelo grupo do governador é sua postura mais próxima dos irmãos Júlio e Jayme Campos dentro do União Brasil. O deputado seria um dos que votam a favor da candidatura de Jayme Campos (União) ao governo, fato que o grupo do governador não quer.

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