IPPA recua 3,75% em janeiro e preços agropecuários têm desempenho inferior ao industrial

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em janeiro frente ao mês anterior, sinalizando retração generalizada nos preços do setor agropecuário. O levantamento é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

A baixa mensal foi influenciada pela desvalorização em todos os subgrupos do indicador. O destaque negativo ficou para o IPPA-Hortifrutícolas, que recuou 7,69%, seguido pelo IPPA-Grãos, com queda de 5,44%. Também apresentaram retração o IPPA-Pecuária (-2,74%) e o IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Na comparação com os preços industriais, o desempenho do agro foi inferior. O IPA-OG-DI avançou 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários perderam força frente aos industriais.

Influência do cenário internacional

No mercado externo, os preços dos alimentos em dólares registraram leve alta de 0,33%. Entretanto, a valorização de 2,11% do Real no período resultou em queda de 1,79% nos preços internacionais de alimentos quando convertidos para a moeda brasileira. O movimento cambial, portanto, contribuiu para ampliar a pressão sobre os valores internos.

Queda expressiva no acumulado de 12 meses

Na comparação anual, o recuo é ainda mais significativo. Em janeiro de 2026 frente a janeiro de 2025, o IPPA/CEPEA caiu 8,19%, com retração em todos os grupos analisados. O IPPA-Hortifrutícolas liderou as perdas (-17,68%), seguido pelo IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%).

No mesmo intervalo, o IPA-OG-DI acumulou desaceleração de 2,21%. Já os preços internacionais de alimentos registram queda de 19,12% em reais e de 8,76% em dólares, cenário que também reflete a valorização de 11,36% do Real no período de um ano.

O conjunto dos dados evidencia um ambiente de pressão para o produtor rural, com retração nos preços agropecuários tanto no comparativo mensal quanto no anual, influenciado por fatores internos e pelo comportamento do mercado internacional e do câmbio.

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