A Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, transforma significativamente os hábitos de consumo dos brasileiros. Em 2026, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) projeta uma recuperação no setor, após uma leve retração no ano anterior. A expectativa é que o ambiente econômico mais favorável impulsione as vendas, especialmente nas semanas que antecedem a Sexta-feira Santa.
A tilápia consolida-se como a grande favorita das mesas brasileiras. Valorizada pelo sabor suave, alto teor de proteína e ampla oferta (o Brasil está entre os maiores produtores mundiais), ela lidera a procura em supermercados e peixarias. Além dela, espécies como o tambaqui e o camarão vannamei também ganham destaque no cultivo nacional.
Os destaques do mercado de pescados
A escolha do consumidor varia entre peixes de água doce, extrativismo marinho e importados. Confira as espécies mais procuradas:
- Nacionais (Cultivo): Tilápia e Tambaqui.
- Extrativismo: Sardinha (líder em volume de pesca).
- Importados: Salmão, Panga e Merluza.
- Frutos do Mar: Camarão (mesmo com o período de defeso em vários estados, o estoque congelado garante o abastecimento).
Comportamento de Preços e Vendas
Segundo dados da Ceagesp, o volume comercializado no mês da Semana Santa chega a ser 57% superior aos demais meses do ano. Em 2025, foram movimentadas mais de 9,2 mil toneladas de pescado, e a previsão para 2026 é superar essa marca.
Quanto aos preços, o aumento da demanda não dita as regras sozinho. Fatores como a safra, o período de defeso e a variação do dólar (especialmente para o salmão chileno) influenciam o valor final. Na Ceagesp, as maiores oscilações costumam ocorrer na corvina (até 23% de alta) e na pescada-branca (podendo subir 32%).


