
Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres e Sinop agora fazem parte de um grupo seleto de municípios brasileiros que receberão atenção redobrada no enfrentamento à miséria.
Mato Grosso formalizou sua entrada no Protocolo Brasil Sem Fome, uma iniciativa federal desenhada para socorrer as 500 cidades do país onde o risco de desnutrição é mais crítico.
A estratégia foca em “caçar” o problema onde ele se esconde. Ao cruzar os dados de pacientes do SUS com os registros do CadÚnico, o governo conseguirá identificar famílias que sofrem de insegurança alimentar grave antes mesmo que elas peçam ajuda.
Em solo mato-grossense, o desafio é grande: quase 10% das famílias cadastradas (mais de 35 mil lares) vivem hoje sob a sombra da fome severa.
Como o socorro chegará às famílias?
Diferente de ações isoladas, o novo protocolo funciona como uma engrenagem técnica:
- Triagem Médica: Postos de saúde farão o diagnóstico nutricional imediato.
- Fila Única: Essas famílias passam a ter prioridade máxima no Bolsa Família e outros auxílios.
- Gestão Local: As prefeituras ganham consultoria direta do Ministério do Desenvolvimento Social para criar planos de ação regionais.
Para que os recursos e o apoio técnico comecem a fluir, os prefeitos das cidades contempladas têm apenas 30 dias para assinar o termo de adesão. O próximo passo é a criação de comitês municipais que vão gerenciar essas políticas na ponta, garantindo que o planejamento saia do papel e chegue ao prato de quem mais precisa.


