Brasil é convidado por Trump para integrar bloco comercial de minerais críticos

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, convidou formalmente o Brasil para integrar um novo bloco comercial focado em minerais críticos. A iniciativa, anunciada nesta quarta-feira (4) pelo vice-presidente americano, JD Vance, visa reorganizar a cadeia produtiva global e fortalecer a economia ocidental frente ao domínio chinês no setor.A confirmação do convite foi feita pelo Departamento de Estado dos EUA. Além do Brasil, outros 54 países participaram das reuniões em Washington. O movimento ocorre em um momento estratégico, logo após México, Japão e a União Europeia firmarem acordos em formatos distintos com os americanos para assegurar o suprimento de matérias-primas essenciais.

O foco na redução da dependência da China

O principal objetivo do grupo liderado por Trump é quebrar a concentração produtiva da China, que hoje controla desde a mineração até o refino de minerais indispensáveis para semicondutores, veículos elétricos e baterias. Mineradoras ocidentais acusam Pequim de praticar “precificação predatória”, utilizando subsídios para manipular o mercado global e inviabilizar projetos em outros países.

Entre as propostas discutidas no encontro, destaca-se a criação de mecanismos de referência e “pisos de preços”. A ideia é oferecer previsibilidade aos investidores, garantindo uma remuneração mínima aos empreendimentos de longo prazo e protegendo o mercado doméstico de quedas abruptas de preços causadas por excessos de oferta coordenados pela China.

Fico satisfeito que muitos dos senhores aqui hoje já tenham aderido a este plano. Esperamos que as discussões de hoje incentivem a conclusão desses acordos o mais rapidamente possível”, afirmou JD Vance aos representantes das embaixadas presentes.

Governo brasileiro analisa com cautela

Apesar do peso do convite, o governo federal brasileiro avalia a proposta com reserva. Fontes próximas ao Itamaraty indicam preocupações com possíveis cláusulas de exclusividade que poderiam comprometer a autonomia da política comercial do país ou impactar parcerias estratégicas já existentes, inclusive com os próprios chineses.

O Brasil possui uma das maiores reservas mundiais de minerais críticos, como nióbio e lítio, o que o coloca em uma posição de barganha privilegiada nesta reorganização geopolítica. A compatibilidade do convite com as diretrizes do BNDES e outros acordos em curso será o fiel da balança para a decisão final de adesão ao bloco de Trump.

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