Período da piracema termina neste sábado em diversos rios de MT; Lei do Transporte Zero continua

O período de defeso da piracema em Mato Grosso termina neste sábado (31) em todos os rios das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins. Desde 1º de outubro do ano passado estava proibido pescar e agora fica liberada seguindo as normas estabelecidas pela Lei do Transporte Zero, que regulamenta as regras sobre transporte e lista as espécies proibidas para pescaria.

Nos rios de divisa, a proibição segue o período estabelecido pela União, que iniciou em novembro, termina dia 28 de fevereiro. Em Mato Grosso, são 17 rios nesta regra – Piquiri, na bacia do Paraguai, rio Araguaia, na bacia Araguaia-Tocantins e na bacia Amazônica, o trecho do rio Teles Pires, que faz divisa com o Pará. A Sema alerta que, nas unidades de conservação da categoria de proteção integral, a atividade da pesca é proibida durante todo o ano. Ao todo, Mato Grosso abriga 68 áreas protegidas sob a jurisdição da União, do Estado ou do Município.

Apesar da liberação em diversos rios, a secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema reforça a obrigatoriedade do porte da carteira de pesca amadora ou profissional, além da necessidade de se manterem atentos às atuais restrições regidas por lei. Em todo o Estado estão proibidos a captura, transporte, armazenamento e comercialização de 12 espécies, sendo elas: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado/surubim, piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré.

Para o pescador profissional, é permitida a pesca, transporte e comercialização do pescado, com exceção das 12 espécies restritas. Já a carteira amadora autoriza o pesque e solte e a captura de 2 kg ou uma unidade de qualquer peso, respeitando as medidas mínimas estabelecidas em lei, desde que seja para consumo local e não estejam na listagem de espécies sem permissão. O documento não autoriza o transporte ou a comercialização do pescado.

O pescador que não estiver em posse da documentação estará sujeito à apreensão do peixe, da embarcação e dos petrechos, além de multa.

De acordo com a resolução do Conselho Estadual de Pesca (Cepesca), os peixes que estão na lista da Lei do Transporte Zero só podem ser pescados e transportados se forem considerados exóticos ou predadores na bacia hidrográfica que se encontram. Os peixes exóticos são aquelas espécies cuja incidência não é natural de uma bacia hidrográfica, ou rio, causando interferência negativa nas populações das espécies nativas.

As espécies exóticas podem ser transportadas tanto por pescadores amadores como profissionais, desde que o transporte ocorra apenas nos municípios que compõem a bacia onde estão liberadas. Caso ele seja transportado para outros rios ou Bacia Hidrográfica em que é nativo, o responsável responderá por infração ambiental.

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A chuva de meteoros Delta Aquáridas terá seu auge nesta noite de terça-feira, 30. O fenômeno, iniciado em 12 de julho, deve ocorrer neste ano até 23 agosto. De acordo com o Royal Museums Greenwich, a expectativa é em torno de vinte meteoros por hora no seu ápice. Menos intensa, em atividade desde 3 de julho, a Alpha Capricornídeos, que fica na constelação de Capricórnio, também atinge seu pico entre a noite desta terça e a quarta-feira, 31. Neste caso, são esperados cinco meteoros por hora. Ela ocorre neste ano até 15 de agosto. Ambas poderão ser observadas de qualquer parte do Brasil. Leia também – Balneário Camboriú é palco da partida de futebol mais alta do mundo Os meteoros são detritos que entram na atmosfera do planeta Terra a uma velocidade de até 70 quilômetros por segundo, vaporizando e causando os raios de luz que são chamados de meteoros. “As chuvas de meteoros não têm associação física verdadeira com suas estrelas ou constelações homônimas. Delta Aquáridas é uma estrela na constelação de Aquário, “o portador de água”, que parece estar perto do radiante – a origem aparente dos meteoros da nossa perspectiva”, ainda de acordo com o Royal Museums Greenwich. Quando ocorre a chuva de meteoros Delta Aquáridas? De 12 de julho a 23 de agosto, atingindo o pico na noite de 30 de julho, com um máximo de 20 meteoros por hora. Quando ocorre a chuva de meteoros Alpha Capricornídeos? De 3 de julho a 15 de agosto, atingindo o pico entre a noite de 30 e 31 de julho, com máximo de 5 meteoros por hora. Como observar os eventos celestiais? Conforme o Observatório Nacional, as duas chuvas de meteoros poderão ser vistas de qualquer parte do Brasil. Para aproveitar ao máximo é recomendável que algumas dicas sejam seguidas, em especial a procura por locais com céu escuro. Segundo o Exoss Citizen Science, projeto de monitoramento de meteoros, é importante evitar locais com muita poluição luminosa e pontos de luz no local de observação. É necessário ainda que os olhos se adaptem ao escuro. Desta forma, evite uso de eletrônicos, como aparelhos celulares. “Utilize o radiante no céu usando um mapa ou a estrela de referência da constelação. Os meteoros parecem surgir de um mesmo ponto do céu com curtas ou longas trajetórias”, aconselha ainda o projeto. Durante a madrugada até o amanhecer é o melhor período para a observação de uma chuva de meteoros, de acordo com o Exoss Citizen Science. “A chave para vislumbrar essas partículas em chamas é a paciência. Acomode-se com uma espreguiçadeira e um lanche, e olhe para o céu a cerca de 45 graus do radiante. A espera sob as estrelas pode ser agradável e a recompensa, emocionante”, orienta o Royal Museums Greenwich.

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