em Brasília, em janeiro, em meio à crise envolvendo o Banco Master e magistrados da Corte. Segundo três fontes do governo e do Judiciário ouvidas pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, os dois almoçaram a sós e o encontro não foi registrado nas agendas oficiais do presidente nem do ministro.
Aliados afirmam que o tema principal teria sido segurança pública, na esteira da escolha do ex-procurador Wellington César Lima para o Ministério da Justiça. O almoço foi o segundo encontro entre Lula e Moraes no mês: no dia 15, houve uma reunião ampliada no Planalto com Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet e integrantes do governo, um dia após o ministro abrir de ofício um inquérito sobre suposta quebra irregular de sigilo de ministros do STF e familiares. Em dezembro, Lula também teve almoço reservado com Dias Toffoli (relator do caso Master), com presença do ministro Fernando Haddad; Toffoli e Moraes foram citados em reportagens sobre relações com o banco, incluindo a contratação, pelo Master, do escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, em contrato que, segundo Malu Gaspar, somaria R$ 129 milhões.



