Israel, por meio de seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, foi convidado a se juntar ao Conselho de Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo objetivo é resolver conflitos globais, segundo confirmou no final de segunda-feira à Agência EFE uma fonte israelense familiarizada com o assunto.
Por enquanto, não se sabe se Israel aceitou ou não o convite.
Por sua vez, o Kremlin confirmou na segunda-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, “recebeu por canais diplomáticos a proposta de passar a integrar o Conselho de Paz”, segundo afirmou Dmitry Peskov, porta-voz presidencial, em sua entrevista coletiva diária por telefone.
Enquanto isso, fontes próximas ao presidente francês, Emmanuel Macron, asseguraram que a França recusou o convite por considerar que a proposta atual vai além da situação na Faixa de Gaza, como proposto originalmente, e levanta questões “sobre o respeito aos princípios e à estrutura das Nações Unidas que não podem ser questionadas”.
Este órgão internacional, impulsionado pela Casa Branca para fiscalizar a aplicação do plano de 20 pontos para pôr fim à guerra entre Israel e Hamas, conta com o aval do Conselho de Segurança da ONU, embora algumas vozes alertem que possa se tornar um corpo paralelo às Nações Unidas para reforçar os interesses de Washington.
O novo Conselho de Paz será presidido pelo próprio Trump, que nomeou uma junta executiva formada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio; pelo enviado especial para Gaza, Steve Witkoff; pelo genro do presidente, Jared Kushner; pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; pelo diretor da Apollo Global Management, Marc Rowan; por Roberto Gabriel, assessor de Trump; e pelo presidente do Banco Mundial, o americano de origem indiana Ajay Banga.
Além disso, o presidente americano convidou alguns países para se unirem ao órgão como membros fundadores, por meio de cartas ou convites enviados aos seus líderes.
Entre outros, foram convidados o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus homólogos da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña; da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; e do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; assim como o rei da Jordânia, Abdullah II, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.


