
A Polícia Judiciária Civil vai solicitar a reprodução simulada dos fatos para esclarecer o tiro acidental que tirou a vida de Marile Guarienti Benatti de 69 anos, na manhã de sábado, em Lucas do Rio Verde. O disparo teria partido da arma manuseada pelo próprio filho da vítima, conforme já apurado nas primeiras fases da investigação.
A informação foi confirmada pelo delegado Marcos Bruzzi, durante entrevista concedida à nossa equipe. Segundo ele, a decisão pela reconstituição do caso ocorre após a chegada do laudo pericial do local do crime e do laudo de necropsia, documentos considerados fundamentais para o avanço do inquérito.De acordo com o delegado, a reprodução simulada será conduzida pela Politec, com a presença dos peritos responsáveis pela análise técnica do caso. Tanto o investigado, que já teria confessado o disparo acidental, quanto a principal testemunha, o marido da vítima, deverão ser intimados para participar do procedimento.
A reconstituição tem como objetivo confrontar os depoimentos colhidos com os elementos técnicos da perícia, avaliando se a versão apresentada é compatível com as leis da física, a dinâmica do disparo e as condições do ambiente no momento do fato. Para isso, serão utilizados boneco, arma e simulação realista, reproduzindo o cenário da ocorrência.
Segundo o delegado, esse tipo de medida é adotado sempre que há dúvidas técnicas remanescentes ou necessidade de confirmação científica da narrativa apresentada. “A reprodução simulada serve justamente para verificar se aquilo que foi relatado é compatível com a perícia técnica”, explicou.
O caso causou forte comoção entre moradores de Lucas do Rio Verde e segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades. A Polícia Civil reforçou que o prazo legal para conclusão do inquérito é de até 30 dias, podendo ser finalizado antes, conforme o andamento das diligências.
As investigações continuam em curso e novas atualizações devem ser divulgadas à medida que os laudos e procedimentos forem concluídos. O caso segue sob investigação.


