Suinocultura fecha 2025 com preços firmes, exportações recordes e forte poder de compra do produtor

O mercado suinícola nacional encerrou 2025 com um cenário considerado bastante positivo, marcado por preços sustentados, produção ajustada e consumo aquecido, tanto no mercado interno quanto no externo. De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a baixa disponibilidade de suínos no mercado doméstico, reforçada pela redução no número de abates e pelo ritmo intenso das exportações, foi determinante para a forte valorização das cotações ao longo do ano.

O desempenho das exportações voltou a ser um dos grandes pilares de sustentação do mercado em 2025. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques de carne suína somaram cerca de 1,5 milhão de toneladas entre janeiro e dezembro, volume 11,6% superior ao registrado em 2024. O ritmo ganhou ainda mais força no último mês do ano, com 136,1 mil toneladas exportadas em dezembro, crescimento de 29,4% frente a novembro e de 26,2% na comparação com dezembro do ano anterior. A demanda internacional, especialmente de mercados asiáticos, seguiu garantindo escoamento da produção brasileira e contribuindo para a sustentação dos preços no mercado interno.

Outro ponto de destaque foi a relação de troca entre o suíno vivo e os principais insumos da atividade. Ao longo de 2025, as cotações do animal permaneceram firmes, enquanto os preços do farelo de soja, um dos componentes mais relevantes da ração, operaram em patamares historicamente baixos. Esse cenário resultou no maior poder de compra do suinocultor paulista frente ao derivado de soja desde o início da série histórica do Cepea, em 2004, ampliando a margem da atividade e trazendo maior fôlego financeiro aos produtores.

No comparativo com outras proteínas animais, a carne suína brasileira apresentou, em 2025, uma das maiores competitividades em relação à carne bovina de toda a série histórica acompanhada pelo Cepea. Em relação à carne de frango, no entanto, a suinocultura perdeu espaço na média histórica de preços, mantendo-se menos competitiva frente à proteína avícola, que tradicionalmente apresenta custos mais baixos ao consumidor.

Ainda assim, pesquisadores do Cepea avaliam que o conjunto de preços firmes, exportações aquecidas e custos controlados consolidou 2025 como um ano de desempenho sólido para a cadeia suinícola brasileira, criando bases mais seguras para o planejamento do setor no curto e médio prazo.

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