
O serviço de energia elétrica atende às necessidades atuais de desenvolvimento? Essa foi a pergunta central que guiou o relatório entregue ao Ministério de Minas e Energia (MME) por deputados estaduais, após uma série de audiências públicas realizadas em Mato Grosso.
Relatório reúne denúncias e dados técnicos
O documento consolidado, resultado de oito audiências públicas regionais, foi entregue ao ministro Alexandre Silveira pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD). O material aponta falhas recorrentes na distribuição de energia elétrica e servirá de base para que o governo federal avalie o cumprimento do contrato vigente.
Com relatoria do deputado Eduardo Botelho (União), o relatório reúne relatos de consumidores, indicadores técnicos e denúncias sobre a prestação do serviço. A análise poderá embasar duas alternativas: a renovação da concessão ou a realização de uma nova licitação pelos próximos 30 anos.
Audiências públicas e participação popular
As discussões ocorreram no segundo semestre de 2025 em polos regionais estratégicos, incluindo Tangará da Serra, Sapezal, Cáceres, Pontes e Lacerda, Várzea Grande, Cuiabada, Chapada dos Guimarães e Rondonópolis. Segundo os parlamentares, a escuta direta da população foi essencial para o diagnóstico sobre a energia no estado.
Além do relatório principal, também foi anexado o estudo da Câmara Setorial Temática da Assembleia Legislativa, que reforça a recomendação de nova licitação.
Principais problemas apontados
- Baixa implantação do sistema trifásico, presente em menos de um terço do estado;
- Dificuldades para expansão industrial por limitação de capacidade energética;
- Fechamento de agências físicas e atendimento considerado insuficiente;
- Instabilidade no fornecimento, com quedas, oscilações e prejuízos materiais.
Impactos econômicos e sociais
Segundo os deputados, a deficiência na infraestrutura de energia compromete investimentos, amplia custos para o setor produtivo e afeta diretamente a qualidade de vida da população. Queima de equipamentos, interrupções frequentes e dificuldades no campo foram recorrentes nos relatos.
O relatório destaca que, embora haja avanços pontuais, a melhoria não acompanha o ritmo de crescimento econômico. Dados oficiais da própria distribuidora reforçam a percepção negativa dos consumidores.
Contrato antigo e próximos passos
Durante a reunião, o ministro Alexandre Silveira reconheceu que o contrato firmado em 1997 está defasado. Ele citou modelos mais recentes adotados em outros estados, que incluem metas claras de investimento e indicadores de qualidade, como referência para o próximo contrato.
Ficou definido que as discussões terão continuidade em reunião remota entre o MME e a Comissão Especial da Assembleia Legislativa. A decisão final será estratégica e deverá influenciar o desenvolvimento do estado nas próximas décadas.
E você, como avalia o serviço de energia elétrica no seu município? Comente sua opinião!


