
Um homem, pai solteiro de dois filhos pequenos, saiu do interior de São Paulo e viajou até Tangará da Serra, a cerca de 251 quilômetros de Cuiabá, com o objetivo de viver um relacionamento iniciado pela internet. No entanto, o que seria o começo de uma nova fase acabou se transformando em um grande transtorno.
Segundo relato exibido pelo programa Cadeia Neles, da TV Vila Real, o homem afirmou que deixou claro desde o início que era pai solo, tinha a guarda legal das crianças e buscava construir uma relação baseada em responsabilidade e companheirismo. A mulher teria concordado com a situação sem impor restrições.
Antes da mudança, ele optou por não vender a casa nem o carro em São Paulo e veio para Mato Grosso levando o dinheiro das férias e do décimo terceiro salário. “Enquanto tinha dinheiro, era só alegria. Quando acabou, acabou o amor”, desabafou.
Já em Tangará da Serra, incentivado pela companheira, ele pediu demissão do emprego no interior paulista e passou a fazer trabalhos informais como motorista. Inclusive, chegou a ser aprovado em um processo seletivo, realizou exames admissionais, recebeu uniforme e acreditava que finalmente iniciaria uma nova etapa da vida.
Para tentar se reorganizar financeiramente, entrou em contato com o ex-patrão, que fez um Pix de aproximadamente R$ 1,1 mil como adiantamento. O valor, segundo ele, foi entregue à companheira para pagamento de contas e compra de mantimentos da casa.
O golpe, porém, veio logo depois. Ao retornar para casa vestindo o uniforme do novo emprego, encontrou as malas dele e dos filhos do lado de fora da residência. Conforme o relato, a justificativa apresentada foi a falta de dinheiro e o fato de as crianças “darem muito trabalho”.
Sem alternativa, o homem acabou indo parar na rodoviária da cidade, com apenas cerca de R$ 50 no bolso e os dois filhos pequenos. Apesar da situação, ele agradeceu a ajuda de moradores, que organizaram uma vaquinha para ajudá-lo a retornar a São Paulo.
O homem também elogiou o acolhimento recebido em Tangará da Serra e deixou um alerta. “As pessoas precisam ter mais prudência para não cair no conto do vigário como eu caí”, afirmou.


