
riminoso será transferido para Cuiabá
O faccionado do Comando Vermelho (CV), Raffael Amorim de Brito, denunciou durante audiência de custódia que teria sido agredido por policiais logo após ser preso no Rio de Janeiro. Segundo o relato apresentado à Justiça, ele afirmou que foi espancado ainda durante a abordagem, recebendo chutes e socos.
Raffael também declarou que, já dentro da viatura e posteriormente na delegacia, teve uma sacola colocada sobre a cabeça, o que teria provocado desmaios em mais de uma ocasião. Ele é apontado como o autor do homicídio do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, crime ocorrido em maio de 2024, em Cuiabá, nas proximidades da UPA da Morada do Ouro.
Apesar da denúncia, o acusado não soube informar a identidade dos agentes que teriam praticado as agressões. Mesmo diante das alegações, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão preventiva do suspeito.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (8) e também autorizou o recambiamento de Raffael para Mato Grosso. O magistrado considerou, entre outros pontos, a existência de quatro mandados de prisão expedidos pela Justiça mato-grossense.
O extenso histórico criminal do suspeito, com registros por roubo, tráfico de drogas, estupro e homicídio, também pesou contra qualquer possibilidade de soltura. Foragido há meses, ele foi capturado no município de Itaboraí (RJ), durante uma operação integrada que envolveu setores de inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, além da Polícia Federal e do Gaeco.
As investigações apontam que Raffael estava escondido no Complexo do Alemão, mas acabou localizado após sair da comunidade para cometer um roubo. Após a prisão, o governador Mauro Mendes elogiou a atuação das forças de segurança e destacou a política de tolerância zero ao crime em Mato Grosso.
O secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri, reforçou que as buscas só foram encerradas após a captura do suspeito. Já o comandante-geral da Polícia Militar, Fernando Tinoco, afirmou que a prisão envia um recado claro ao crime organizado, ressaltando que quem comete crimes no Estado será responsabilizado.


