Portos do Arco Norte seguem liderando embarques de milho e soja, aponta Conab

Os portos do Arco Norte mantêm-se como os principais canais de escoamento da produção agrícola brasileira, de acordo com a edição de outubro do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em setembro deste ano, os embarques de milho somaram 23,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 24,3 milhões registradas no mesmo período de 2024. Desse total, 42,5% da movimentação passou pelos terminais do Arco Norte, consolidando a rota como eixo logístico estratégico para o agronegócio.

Na sequência, o porto de Santos respondeu por 30,7% do volume embarcado, seguido pelos portos de Paranaguá (11,7%) e São Francisco do Sul (9,5%).

No caso da soja em grãos, as exportações entre janeiro e setembro de 2025 totalizaram 89,5 milhões de toneladas, contra 93,8 milhões no mesmo intervalo do ano anterior. Novamente, o Arco Norte liderou o escoamento, com 37,5% das exportações nacionais, seguido de Santos (34,2%), Paranaguá (12,9%) e São Francisco do Sul (5,2%).

O boletim da Conab reforça o papel dos portos da região Norte no descongestionamento da logística portuária do Sudeste e Sul, contribuindo para reduzir custos e ampliar a competitividade das exportações agrícolas. A publicação, de periodicidade mensal, também apresenta análises sobre o desempenho das exportações brasileiras, rotas de escoamento, movimentação de cargas e importação de insumos como adubos e fertilizantes. A edição completa do Boletim Logístico – Outubro/2025 está disponível no site da Conab.

Compartilhar

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Imprimir

últimas Notícias

agronegócio

O ano de 2025 tem se caracterizado pela menor oscilação nos preços do boi gordo. Cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que a volatilidade dos preços do boi gordo neste ano está em 53,1%, menos da metade da observada em 2024 e 2023, por exemplo. Vale lembrar que o conceito estatístico de volatilidade se refere, neste caso, à variação dos preços em torno de sua média ao longo de janeiro até agora. Em outras palavras, indica a intensidade com que o preço se move para cima ou para baixo. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário sugere um ganho de eficiência na coordenação da cadeia, ainda que não necessariamente com distribuição equilibrada dos resultados entre seus elos. [Continua depois da Publicidade] Preços menos “voláteis” ao longo do ano indicam que o setor produtivo tem conseguido manter a oferta de animais mais constante – possivelmente com carcaças mais pesadas –, o que mantém as escalas continuamente preenchidas, linhas de abate ativas e abastecimentos interno e externo sem sobressalto. Com tal eficiência, pesquisadores do Cepea relatam que o mercado tem encontrado “ponto de equilíbrio”.

Dados do Cepea  (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que a diferença entre os preços da carcaça especial suína e da carcaça

plugins premium WordPress