Chacina em MT: Dois evangélicos poupados em meio a assassinatos brutais; dívida de drogas em investigação

Uma onda de terror assolou Campo Novo do Parecis, a 400 km de Cuiabá, na madrugada desta quarta-feira (15), quando uma chacina deixou quatro homens brutalmente assassinados a facadas nas proximidades do Rio de Sangue. Ocorrência que chocou a comunidade, revelando que os responsáveis pela atrocidade decidiram poupar a vida de duas vítimas após estas afirmarem serem evangélicas. A Polícia Civil está investigando a possível ligação dos assassinatos brutais com dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.

As vítimas foram identificadas como Rafael Santos Lessa, de 31 anos, João Paulo Campos Serra, de 33 anos, e Franklyn Eduardo Albuquerque Oliveira, de 21 anos. A quarta vítima ainda não identificada foi localizada pelo Corpo de Bombeiros. Além dos dois evangélicos poupados, outra vítima conseguiu sobreviver ao se fingir de morta e posteriormente acionar a Polícia, relatando o terrível acontecimento.

Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, aproximadamente oito criminosos encapuzados munidos de facas e canivetes invadiram um alojamento onde sete trabalhadores estavam hospedados. Dois homens foram mortos no local, e os demais foram amarrados e colocados no porta-malas de uma caminhonete vermelha e um Chevrolet Onix preto. Os criminosos seguiram pela rodovia estadual MT-235 até chegar ao Rio de Sangue.

Às margens do rio, os agressores cortaram a garganta de mais três homens, jogando seus corpos no curso d’água. Contudo, um dos sobreviventes conseguiu pedir ajuda, sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Após a comunicação dos fatos, equipes policiais foram ao Rio de Sangue, onde encontraram o corpo de uma vítima submersa. Durante as buscas, mais dois corpos foram localizados. A quarta vítima foi encontrada na tarde desta quinta-feira (16) pelos Bombeiros.

Dois homens levados pelos criminosos foram posteriormente abandonados nas proximidades de uma área de canavial. À Polícia Civil, eles relataram que só não foram mortos porque afirmaram serem evangélicos. O delegado Alexandre Morais explicou que, segundo informações das vítimas, a organização criminosa evita executar pessoas ligadas à igreja.

A investigação aponta para a possibilidade de que os assassinatos tenham sido motivados por dívidas relacionadas ao tráfico de drogas. Os criminosos, inicialmente em busca de uma pessoa específica, decidiram atacar os trabalhadores quando não a encontraram. Três suspeitos foram detidos horas após o crime, incluindo dois adolescentes de 17 anos e um maior de idade, encontrado com um dos veículos e a faca utilizada nos homicídios.

Na manhã desta quinta-feira (16), outros dois envolvidos na chacina se apresentaram na delegacia, totalizando cinco presos. Um sexto envolvido foi identificado e permanece sendo procurado. As diligências continuam para identificar os possíveis mandantes dessa terrível chacina que abalou a cidade.

 

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A força-tarefa é composta por Ministérios Públicos, Polícias Ambientais e órgãos de fiscalização de 11 estados brasileiros. A operação é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), por meio do Projeto Libertas, e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da organização Freeland Brasil e financiamento do Escritório de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação da Lei dos Estados Unidos (INL). [Continua depois da Publicidade] Além de Minas Gerais e Mato Grosso, participaram os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Bahia. Em Mato Grosso, a operação contou com o apoio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), da Polícia Militar Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em Cuiabá. Também foi cumprida uma ordem de busca e apreensão em Minas Gerais. [Continua depois da Publicidade] As investigações apontam que os animais em sua maioria aves dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, algumas ameaçadas de extinção, são retirados ilegalmente da natureza e comercializados em feiras clandestinas e pontos de venda irregulares. Além do tráfico de fauna, foram identificados outros crimes associados, como receptação, falsificação de documentos, maus-tratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. “A participação do MPMT na Operação Libertas reafirma nosso compromisso com a proteção da biodiversidade e o enfrentamento rigoroso aos crimes ambientais. O tráfico de fauna silvestre é uma prática cruel que compromete o equilíbrio ecológico e alimenta redes criminosas”, destacou Ana Luiza Avila Peterlini de Souza, promotora de Justiça titular da 15ª Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Cuiabá. “A operação deflagrada hoje é uma resposta contundente do Estado para proteger nossa fauna, essencial para o equilíbrio ambiental. As investigações seguem para consolidar provas e oferecer denúncia criminal pelos crimes de tráfico de fauna, maus-tratos, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, afirmou Luciana de Paula Imaculada, promotora de Justiça do MPMG e coordenadora da operação pelo Projeto Libertas. “Essa ação integrada demonstra o compromisso sério do Ministério Público brasileiro com o enfrentamento ao tráfico de fauna silvestre, um crime que causa sofrimento a milhões de animais, ameaça espécies inteiras e compromete os serviços ecossistêmicos essenciais à vida. Combater essa prática é também proteger a saúde pública, a integridade ambiental e a própria governança do país, uma vez que essas redes criminosas frequentemente estão associadas a outras atividades ilícitas que afetam a segurança e a estabilidade ambiental”, concluiu Juliana Ferreira, diretora-executiva da Freeland Brasil.

CUIABÁ (MT) — A Polícia Militar de Mato Grosso realiza, na noite desta quarta-feira (29), o lançamento oficial da Operação Guns n’ Roses, conforme divulgado pela assessoria da corporação.

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