Custo da safra de soja em Mato Grosso cai 15,5% e IMEA orienta produtor sobre oportunidades de ‘conciliar contas’

O custeio da soja para a safra 2023/24 em agosto ficou em R$ 4.145,68/hectares, queda de 15,57% em relação às despesas do ano passado. O levantamento é do Projeto Rentabilidade no meio rural, do Senar e foi divulgado, ontem, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. Esse cenário está atrelado à queda nos preços dos insumos, que desde o ano passado seguem pressionados.

“Para se ter uma ideia, as despesas com semente de soja desvalorizou 19,50% no comparativo anual e o do fertilizante e corretivos caiu 25,03% ante a safra passada. Por outro lado, é importante destacar que, apesar de as despesas da soja exibirem queda e o preço da oleaginosa cobrir quase todos os custos, o produtor que faz o sistema de soja mais milho terá uma maior dificuldade para fechar as contas neste ano, devido às margens negativas do cereal”, aponta o instituto.

Diante desse realidade, “o produtor deve se atentar às oportunidades do mercado para garantir as melhores negociações e conseguir conciliar as contas no fim da safra 2023/24”, finaliza o IMEA. No boletim da soja do último dia 11, o IMEA pontou que o preço médio da saca de soja disponível em Mato Grosso foi de R$ 118,33.

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Os preços da soja disponível em Mato Grosso desvalorizaram 4,94%, semana passada, em relação à anterior, fechando na média de R$ 116,41/saca, na última sexta-feira. É a terceira semana consecutiva de queda nas cotações. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária divulgou, semana passada, análise do valor da soja no Estado mencionando que, nos últimos quatro anos, o preço da soja disponível exibiu grande valorização no Estado, mas esse cenário tem se invertido nos últimos meses A análise menciona, por exemplo, a cotação do último dia 20, “no Estado, que chegou a R$ 119,45/saca, sendo 88,44% maior que o observado há quatro anos (comparado com 22 de abril de 2019), devido à redução na oferta mundial da oleaginosa, o que elevou o patamar de preço. “Por outro lado, foi observado na segunda quinzena de novembro do ano passado, a constante desvalorização nas cotações da oleaginosa, devido à estimativa de grande produção para a safra 2022/23, ao prêmio portuário negativo, à queda no valor do produto em Chicago (EUA) e à menor demanda neste período, principalmente por parte da China”, acrescentaram os analistas do IMEA.

O preço do milho disponível em Mato Grosso teve queda de 3,88%, semana passada, ante a anterior, e fechou cotada a R$ 50 saca em

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